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JARDIM DE MADEIRA

Tenho uma linda varanda no segundo andar
No cimento e na cerâmica não dá pra plantar
Mesmo assim eu queria ter por lá
Algo bem lindo que eu pudesse admirar

A varanda ficou muito especial
Fiz nela um jardim que nunca vi igual
E de cada coisa que lá coloquei pra enfeitar
Tenho uma historia pra contar

Misturando verde com madeira
Fui modelando arte verdadeira
Detalhes que moldei com carinho
Para enriquecer cada cantinho

Chega a ser ironia
Cada tronco colocado ali sem vida
Servindo de pedestal para o verde cheio de energia
Disposto de forma a não quebrar a harmonia

Troncos mortos cercados por plantas vivas
De formato diverso e tão atraente
Se misturando a flores que desabrocham lentamente
Atraindo alguns pássaros que por lá voam livremente

Em um dos troncos de muitos braços
Tenho um tucano solitário
Ás vezes obserando seus traços
Posso sentir que anda amargurado

Arranjarei uma companheira pra lhe fazer agrado
Mesmo sendo de madeira não deve ter o coração gelado
Tenho uma arara viúva com dois filhotes
Sonho vê-los crescidos e fortes

Uma verdadeira casa de João de barro
Eu trouxe do interior com muito cuidado
Para proteger meu casal enamorado
Daquele gavião levado

Minha fêmea de pica-pau tem um ninho
Onde acomoda seu ovinho
Logo lhe arranjarei um macho robusto
Para compor o arbusto

Quero que tudo pareça bem natural
Em meu jardim imortal
Entre o Vermelho, laranja, rosa e amarela
Dos tons festivos de cada florzinha singela

As folhagens de formatos diversos
Vem criando seu próprio universo
E o tronco morto daquele IPÊ AMARELO
ainda faz-me chorar eu confesso

Pendurei alguns beija-flores
Junto às jarrinhas açucaradas
Para atrair outros pássaros encantadores
Que me fazem visitas apresadas

A mesa tem um aquário ao centro
Com plantas dispostas em par
Cheio de pedrinhas coloridas ao fundo
E conchinhas trazidas do mar

Muitos peixinhos coloridos
Nadam lá sem nenhum compromisso
Mas sempre ficam escondidos
Na casa de caramujo que ganhei do meu marido

Não sou nenhuma paisagista
Sou apenas apaixonada pelas coisas simples da vida
Consegui dentro do meu limite
Retratar a beleza que na natureza existe

Sei que afrontei sua essência
Pois natureza é muito mais que aparência
Só queria mostrar que meu amor não tem fronteira
Em homenagem fiz meu jardim de madeira

Aléssya
Enviado por Aléssya em 16/03/2007
Código do texto: T415095

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Sobre a autora
Aléssya
Contagem - Minas Gerais - Brasil, 53 anos
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