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Âncora

Olha rente aos meus olhos graúdos
Segura as minhas mãos pusilânimes
Faze as vezes de poderoso escudo
Nesta efêmera eternidade anima-me.

Sê para minha realidade o farol
Clareia minha sina no cotidiano
Além da intensidade dos raios de sol
Mantém ao alcance das mãos, nosso sonho.

Sacode a matéria físico-orgânica
Que me compõe e é prescindível
Segundo a filosofia canônica
Consoante o significado de vida plausível.

Mostra-me a beleza no viver espargida
Toda vez que eu me sentir um fantoche
Já que o capricho te colocou na minha vida
Resiste às agruras e me resgata da morte.

Escancara o teu belo sorriso e largo
inunda-me a vacuidade e esta carência
que teimam em arrefecer meu compasso
reanima-me com tua fé e resiliência.

Mas faze tudo isso por mim, consciente
de que tu ages por singela liberalidade;
pois além da recompensa de te amar eternamente
nada mais dar-te-ei senão a felicidade.

Cid Rodrigues Rubelita
Cid Rodrigues Rubelita
Enviado por Cid Rodrigues Rubelita em 02/03/2013
Código do texto: T4168572
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cid Rodrigues Rubelita
Curitiba - Paraná - Brasil
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