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Quando acordo

Acordo quando ainda está escuro,
Procuro seu burbúrio,
Me encontro no murmúrio.

Pego as vestes no armário,
Visto-as neste cenário,
Quando ao contrário, queria.

Sinto a fragância do perfume,
Em meio ao ciúme,
De não saber onde se resume.

Beijo o meu porta-retrato,
Que está com sua imagem,
Pra te encontrar em uma viagem.

O coração que bate descompassado,
Tentando regressar ao passado,
E me ver ao seu lado.

Saio pela rua meio atordoado,
Ainda que acordado,
Fugindo do amor guardado.

O poeta que a ti escreve,
Nem sempre é o que te recebe,
Mesmo assim, o amor a ti promete.

A distância que nos separa,
Sempre se esbarra,
Na aventura de sonhar.

O longe quão perto é,
O perto quão distante parece,
Por tempos faço uma prece.

Deus que bondoso és,
Traga para perto de mim,
Esta mulher.

Doce como o mel,
Forte como o aço,
Pra me dar um abraço.

Pele suave como as rosas,
Mãos macias como a brisa,
Só pra me fazer carícias.

Seu cabelo como o véu,
O seus olhos da cor do céu,
Vou dar-lhe um anel.

O brilho do sol que me ofusca,
Me dá forças,
Pra continuar minha busca.

O amor que por ti espera,
Não cabe nessa esfera,
Transcende ao infinito.



Contador
Enviado por Contador em 10/07/2007
Código do texto: T558890
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Contador
Santo André - São Paulo - Brasil, 55 anos
21 textos (3008 leituras)
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