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Ate ficar Aguado


Tudo que é muito espremido
Tem o seu fim
Quando passamos a cana no rolo
O primeiro caldo sai açucarado
A segunda vez sai aguado
A terceira fica na mão com o bagaço.

Quando nos entendemos por gente
Como é comum entre os emergentes,
Sentimos entre as pernas uma força bruta
E saímos em disparada feito um burro,
E como se fosse o caminho certo nos
Atiramos com muito apetite
Sem pensar na indigestão
Que a comida pode causar.

Quando somos perseguidos
Basta um pequeno deslize
Para sermos caçados,
E se não tivermos a velocidade
Do leopardo, ficamos sem o pelo
E somos transformados em carteiras
Dependurados a transportar dinheiro,
Com o sabor da vontade
Sem poder gasta-lo.

O amor se vai, mas as rosas ficam
E com elas a minha esperança
De um dia voltar a oferta-las,
A ferida sara com aloé vera
E voltamos feitos uma fera
Saltando de galho em galho
Em busca de um romance
Que não nos deixe aguado.
Ulisses Maia
Enviado por Ulisses Maia em 04/08/2007
Reeditado em 07/08/2007
Código do texto: T591988


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Sobre o autor
Ulisses Maia
Luanda - Luanda - Angola, 58 anos
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Ulisses Maia