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Poema feio

Dá-me o teu poema feio
escrito nas raízes
apodrecidas
da terra;
garras de fogo
que revolvem
as minhas entranhas
traçando a brutalidade
escrita nas palavras.

Dá-me o teu poema feio
riscado no corpo
sufocado de poesia;
e asfixiado por
um desejo doloroso
que sublinha a beleza
da brutalidade.

Dá-me o teu poema feio
erguido na
saudade que morde
a aurora
de mais um dia.

Dá-me o teu poema feio
que grita uma
vontade de não existir.

Dá-me o teu poema feio porra!
António Barroso Cruz
Enviado por António Barroso Cruz em 09/08/2007
Código do texto: T599095


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Sobre o autor
António Barroso Cruz
Portugal, 59 anos
105 textos (3692 leituras)
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António Barroso Cruz