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FEITIÇO DE AMOR

Alma
Onde estás que saístes de mim?
Quem de mim roubou a que me perdi totalmente
Embora não sei se foi de fato por amor?

Todavia, se destarte então fora
Que então direi?
Devolve-me?
Ou fique-me para ti... e somente para ti?

Ah, e de sua prisão a que tanto me atas
Estranha sensação a de recusar-me em ser livre
Talvez, pelo feitiço de teu poder sobre minha vontade
E assim eis que estou
Ou deveras sou
A ti que verdadeiramente de mim a alma roubou
A que não precisas pedir qualquer resgate
Ah, eis que imploro
Por não poder eu pagar
Ou sendo mais sincero, por não querer jamais pagar

E assim eis minha real condição:
Confuso e perdido, a que, pois me encontro
Sem saber o que penso ou o que quero
Mas, que agora de amor me perco
(a que então eu acredito e acho)

Mas, longe de mim o de querer me achar ou me encontrar
Já que feliz posso dizer que neste instante eu sou...
Por não mais me pertencer a mim mesmo
Mas para ti a que de mim me roubastes
A fim de possuir-me integralmente para ti...
E somente para ti
Meu amor
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 07/07/2017
Reeditado em 09/07/2017
Código do texto: T6048474
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz