O POETA DA DOR

Deram-me o velacho de o poeta da dor,

Porque referencio em versos a realidade,

Sou um otimista, realista... um pensador,

São sentimentos arrimados na verdade.

Poemas que escrevo... histórias de vida,

São minh’alma ferida em demonstração.

Fraseologia bizarra, sensível e dorida,

Manifesto anelo de uma boa expressão.

Não faço da alegria a minha preterida,

Versos escrevo, sob a arnês da emoção,

Tristeza, a companheira que infelicita,

Dores do mundo, caminho da aflição.

Falácia lazeira que a mim é cometida,

Sou o poeta da dor, amante da solidão.

Riva. 025

Rivadávia Leite
Enviado por Rivadávia Leite em 21/10/2005
Código do texto: T61793