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Boca Negra

A lua espia da rua a casa de
fachada vermelha, onde na
porta lê-se "Boca Negra"
entre sem bater
sinta o prazer.

Estranha o movimento que
cessou, contrariando o entra
e sai de toda noite, que lhe
é tão peculiar.

Tenta ver pela fresta que não
resta a luz brilhante, o som
rimado que teima em silêncio.

Preocupada vê a moça da saia
justa curta, salto alto, blusa
branca, que chega à porta e
deposita flores.

Buquê de rosas negras e
singelo cartão que expressa
"eterna saudade - Boca Negra".

Levanta-se e caminha, ainda
olha para trás, pensa "aqui a
alegria já não mora" e passo
a passo afasta-se, já que esta
noite não vai trabalhar; o bar
fechou, Boca Negra, o poeta,
morreu...

A garçonete está desempregada,
a poesia órfã e a lua, muito triste,
vai dormir sem seu poeta amor...

fabio fernandes
Enviado por fabio fernandes em 13/01/2018
Código do texto: T6224702
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
fabio fernandes
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 61 anos
1963 textos (49667 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 01/10/20 05:53)
fabio fernandes