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SETEMBRO ERA SÓ TEU

O teu rosto reflete nas águas límpidas,
De um rio que corre mansamente,
Revelando para mim tuas paixões vividas,
E me vejo soberano em ti novamente.

Ah como foi boa nossa primavera,
Vivendo sonhos, traçando bobos planos.
Como foi bom viver sonhos de quimera,
Até cair na fria pureza dos desenganos.

De novo voltei para você de braços abertos,
E novamente estou em ti. Mais uma vez.
Sonhando sonhos, todos eles, todos incertos,
Na esperança de um sim ou um talvez.

Setembro chegou e com ele flores lindas,
Fazem-te vibrar, num sublime êxtase,
E eu participe atuante das idas e vindas,
Estou em ti novamente, e tu me aceitaste.

E colho a flor mais linda e perfumada,
Ponho-a em teus cabelos negros e sedosos,
Te aninho em mim, varo a madrugada,
E te faço amor com beijos carinhosos.

Na plenitude serena desse aconchego,
Fecho os olhos e dou assas a imaginação,
Aportado em teu regaço e eu me vejo,
Fazendo parte de teu corpo e do teu coração.

Setembro foi um dia só teu agora é meu, nosso,
É de quem sabe apreciar sorrindo a natureza,
É o esplendor florido, luminoso do colosso,
É de quem colhe as rosas mornas da beleza.

E quando setembro se for levando a primavera,
Ficam as lembranças de lindos momentos,
Até vivermos outros sonhos, e vem à espera,
Dessa mesma estação, que nos apaixona incertos.

Setembro era só seu, e eu, invasor de teu segredo,
Me apossei dele também e quem rouba assim,
Um roubo sublime e de um querer sem medo,
Passei a ser setembro e ele um pedacinho de mim.
Lúcio Astrê
Enviado por Lúcio Astrê em 29/08/2007
Reeditado em 30/08/2007
Código do texto: T629717

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Sobre o autor
Lúcio Astrê
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil, 60 anos
263 textos (10418 leituras)
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Lúcio Astrê