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O vazio


O vazio fez-se mortalha
aderindo aos sentimentos
num tecido desbotado.

Hibernam asas atrofiadas.
Desejos chegam ao infinito
nos rumores do vento.

Ponteiros desmancham-se
nas horas adoecidas.

Redemoinhos
reviram a poeira
do mundo.

Rios podres transbordam
nas mãos dos assassinos.

Morrem as borboletas
na primavera de sal.



Pedro Porta
Enviado por Pedro Porta em 06/06/2018
Reeditado em 06/06/2018
Código do texto: T6356835
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Pedro Porta
Campinas - São Paulo - Brasil
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Pedro Porta