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Ver-te não consigo

Quisera calar a tua voz,
Ouvindo-te a cantar que não me amas.
A febre castiga a minha boca em chamas,
Pois da tua tem uma fome atroz.

Quisera ir para bem longe!
Mesmo rastejando como uma pedinte.
Até o vento zomba implacável: “O que te resta?
Acorrentada a este amor que te detesta?”

Vem fome áspera e cruel!
Fome dos beijos, dos abraços alucinados.
Vem traga minha porção de fel,
Beberei por este amor fracassado.

Louco anseio de abraçar-te
Assombra-me por toda parte
Vago de porta em porta para esbarrar contigo
Estrangula-me a dor, ver-te não consigo.
Mel L Frankust
Enviado por Mel L Frankust em 05/09/2007
Código do texto: T638955

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Sobre a autora
Mel L Frankust
Goiânia - Goiás - Brasil
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Mel L Frankust