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A metáfora do vaso quebrado

Foi enfeite, foi inocente, foi sutil.
Mas quebrou-se, como um vaso que caiu das mãos e se desfez em pedaços.
Juntei e tentei recompor em outros lugares
Juntei e tentei ajustá-los.
Ouvi falar que existiam remendos e com todos os medos eu fui seguindo.
Fui angustia, fui choro, fui conflito, fui dor.
Recompondo-me, tornei-me outra, com outro jeito, com outros gostos, em outros lugares.
Me refiz e agora, sem objetos quebrados nas mãos, guardei os medos e surgi coragem.
Não havia mais nada estralhaçado, nem ao chão.
Como a metáfora do vaso quebrado você ainda diz tê-lo guardado enquanto metade , pronto talvez a completar-se com muita certeza.
Como uma parte que se enquadra, que se equilibra, que se encaixa e torna-se novo.
Eu, sigo sem promessas, sem metáforas, sem objetos, sem partes talvez,
Mas sigo por perto, sigo te olhando, observando, às vezes sendo longe, às vezes sendo perto.
Sigo com os gostos que agora se fazem e se desfazem em constante mania do equilibrar-se
Não, hoje não me tornarei mais um objeto, não me verá em pedaços.
Fecho ciclos ao que se completa, mas permito caminhos a tudo o que não precisa deixar de ser, para ser.
Deixa, deixa estar.
Nêssa Morais
Enviado por Nêssa Morais em 28/07/2018
Reeditado em 08/09/2019
Código do texto: T6402592
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nêssa Morais
Amargosa - Bahia - Brasil
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Nêssa Morais