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A GRAÇA DE AMAR

           Amar
     A suprema graça
             E por ser graça... é de graça
      Não, não pode... ser comprada
        Pelos tantos que ao amor matam
           Qual rosa na terra a que dela for'arrancada
       E por consequência disto sua voz não mais s'escuta
            Já que não mais canta
        De seus antigos movimentos os quais não mais correm
              Por que não se movem...

                 Ai, que pena!
            Da orgulhos’alma a ter pressa de tudo
                 Porém a tanto a protelar... em ser feliz
       Visto que não se sabe “ainda” amar
    E a felicidade... ah, que s’espere!
         E assim, a deixa prá lá!

              E o inexorável tempo a que tudo devora
        Pela mente que agora... oh, faz tempo caducou
              Que desastre!

              E deste modo então, o tempo passou...
         De minha vida que entre mortos s’esculpiu
              E a felicidade, eis que ela se debandou
    E a justiça... vede portanto que se cumpriu

          Ainda que tenha sido eu de tudo... um pouco:
   Estudante... músico... escritor... doutor...
            Seja lá mais o que for
                E, no entanto... nada fui
        Já que não soube o que era, pois o amor
          Aliás, nunca soube
      Daquele que procurei comprá-lo numa sala d'aula qualquer
  Ainda que - por incrível que pareça - certificado de curso obtive
        Todavia, não obtive... o amor
         Ou saí de lá sem conhecer o que seria de fato amar
    E por quê?
            Porque o amor não se compra... nem se vende
               Nem se aprende... numa universidade do mundo
         Menos ainda o amar

            Oh, quem dera...
 Se os médicos se formassem sabendo o que seria... amar seus doentes
        (em nome da compaixão, empatia e misericórdia)
    Ou se os advogados fossem justos na consciência da real Justiça
Ou até mesmo os padres conjugassem com suas vidas... o verbo "amar"
          (e todos os demais religiosos de seus credos)
           
             Não, na verdade
          O amor... dá
                E... se dá... e sempre... gratuitamente
               Aos humildes de coração
            Estes, sim, são dele... dignos


                **************************

                       01 de outubro de 2018
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 12/08/2018
Reeditado em 01/10/2018
Código do texto: T6417078
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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