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A CASA HUMANA

 

Vem,

Entra sem medo nessa casa humana

Aqui, um mundo sem muro sobreviveu

Aos absurdos cotidianos insólitos

Aqui, há nuvens simplesmente nuvens

Sem porquês nem motivos pobres

Aqui, anjo que se preza suja as mãos

Comete erros e se não tomar banho fede

Aqui, todo homem é santo, todo santo peca

Toda razão tem fé, toda fé enxerga

Aqui, a ignorância se cala e a esperança fala

A vida floresce e a doutrina empobrece.

 

Vem,

Entra sem medo nessa casa humana

Aqui, Jesus é homem, Maria é mulher

E todo ser que nasce é motivo de fé

Aqui, luz é dia, desejo é noite

E se culpar pelo passado é pura fantasia

Aqui, o homem cumpre seu destino

O algodão doce adoça a boca de um menino

A serpente é só uma cobra

A semente é uma boca de comer terra

A religião é uma maquina de comer mentes

E o que não for útil sobra.

 

Vem,

Entra sem medo nessa casa humana

Aqui, toda forma de abuso leva a uma solução patética

E todas as coisas que habitam o espaço revelam

Um céu de amor e um jardim de cores

Aqui, se um se cala o outro extravasa

Se um desenha uma nuvem o outro distribui sóis

Aqui, todo porto é um bom lugar para um reencontro

Toda geometria nos leva a crer que não somos os únicos

Aqui, a razão ilumina os altares

E o fanatismo só serve aos covardes...

 

 

 

ULISSES de ABREU
Enviado por ULISSES de ABREU em 10/09/2007
Código do texto: T646681

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Sobre o autor
ULISSES de ABREU
Viçosa - Minas Gerais - Brasil
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