Noiva

Como te esperei, ó minha amada

Em meu lar confinado, solitário

Guardando no peito tua morada

A ti prometido, fiel celibatário

Agora que a vida é regressada

E o Sol ao céu acorre voluntário

Sinto no ar tua presença inflamada

Chamando este pobre destinatário

E voo, vou a ti, resfolegante

Esperançoso, ser teu amante

Tu, a quem mui quero, enfim vejo

E que me espera, trajada inteira alva

Sem cerimônia, a ti acorro, quem me salva

Invado-te e roubo fragrante beijo

Eudes de Pádua Colodino
Enviado por Eudes de Pádua Colodino em 08/10/2018
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