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Como o amor devia ser

Que olhos são esses,
Que eu vejo nas sombras,
Eles me seguem como ondas,
Nas ruas, com olhos que fervem.

Que sentimento é esse,
Que vocês esbanjam tanto,
E que no olhar transparece,
Esse ódio, esse espanto.
Sou diferente, sou normal.

Qual o motivo dessa escuridão?
É a minha cor?
É a minha orientação?
São meus ideais?
Ou minha liberdade de expressão?

Não há resposta,
Só um grande eco,
No meio do sofrimento,
Que é não ser cego,
Pra tanto ódio que existe,
No que está perto.

Que caminho é esse,
Que estamos a trilhar,
Onde o ódio ao próximo,
Reina no olhar.
E onde esse olhar,
Se transforma em palavras,
Escassas, vazias
De qualquer amor,
E cheias de ódio, de dor.

Vejo essas palavras se transformarem em algo pior.
É sangue que alí escorre?
Não é possível, o mundo devia ser melhor.
Mas nos olhos atentos,
Daquelas pessoas que falavam em amor,
Hoje nasce a dor,
De mais uma morte.

Sim, ser você mesmo, mata.
Mas os olhos de um morto,
veem mais do que os seus,
Que os fecha, pra não ver o sonho,
De ser quem é.
Ravan Lemos
Enviado por Ravan Lemos em 06/12/2018
Código do texto: T6520649
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Ravan Lemos
Mauriti - Ceará - Brasil, 19 anos
31 textos (684 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/12/18 01:29)