Azul

Perguntei ao céu , mas ele nada tinha a dizer

As estrelas brilhavam e me lembrava de você

A escuridão sempre tão incerta , apenas me advertiu

Pois por mais profunda que fosse sua íris , o azul não me causara frio.

O mar se revoltou por minha cobiça e uma tempestade sobre nos derramou

Senti sua pele tornar-se molhada e em meus braços se agarrou

O vento nos congelou e a busca pelo calor nos desinibiu

E fundidas nossas almas se encontraram , mas o azul não me causara frio.

Tocar o veludo que envolve seu ser , fez-me perder a razão

Não era mais dono de meu corpo , presa estava minha respiração

E entre mitos , simbologias e vinho , apenas fluíste em mim

E em lábios tão macios desejei me imortalizar , pois o azul não me causara frio.

Sumo tão doce , que tornaste minha amada perdição

E entre o breu e o amanhecer , não enxergava nada se não sua alusão

Como é possível que reflita claramente meus medos , insegurança e sonhos ?

Exalta meu ser , torna-me irracional e ainda assim o azul não me causara frio.

Não posso conquista-la , mas pela eternidade tornáreis-me seu

Pois seus beijos me acorrentaram e com suas palavras a mim converteu

E não a lamina , homem ou Deus que me faça abandonar seu calor

Pois és chama do meu fogo eterno e por mais distante que sejas o azul não me causara frio.

Sueli Zubinha
Enviado por Sueli Zubinha em 23/02/2019
Reeditado em 23/02/2019
Código do texto: T6582447
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