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Envergonhados:


Amar era tudo, o que eu queria.
Quando aquele dia, eu te encontrei.
Como eu, andavas a sós, procuravas.
Alguém para te fazer, companhia.

Foi de repente, na mesma calçada.
Batemos de frente, abraçados caímos.
Chorastes, me xingastes, me batestes.
Mas ali tu ficaste, a mim abraçada.

Sem nada dizer, meus lábios beijou.
Retribui seu beijo, nada podia fazer.
O calor de seu corpo, contra ao meu,
A fera adormecida em mim acordou.

Ainda abraçado, ouvimos alguém dizer.
Já vi de tudo, menos fazer amor assim.
Em plena calçada, que falta de respeito.
Com tanto motel, é não ter o que fazer.

Envergonhados, levantamos da calçada.
Terminei por rir, ao ver a cara da senhora.
Bem vestida, no rosto um sorriso maroto.
Nos jogou um beijo, partiu dando risada.

Hoje quando te lembro, o mico que pagamos.
Divertes-te, me pedes, para fazermos de novo.
Como fingirmos, um encontro, eu lhe pergunto.
Sei lá diz ela, mas é na nossa cama que ficamos.




Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 01/11/2005
Reeditado em 05/10/2008
Código do texto: T65926
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
2317 textos (155129 leituras)
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Volnei Rijo Braga