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Mundo novo

Cobiço ir-me enquanto oscila o destino
Que notei fulgindo na atmosfera
Nas planícies do mundo distante.

Sairei da minha cidade ao entardecer
Na hora decadente do belo sonhar
Em meu logradouro povoado e risonho.

Deixarei portas e janelas abertas
Para que todos me vejam sair
Verei Mulheres Reais vivas e serenas
Acenando lentamente para eu voltar.

Estará meu arcabouço preparado e feliz
E juntos seguiremos ao infinito dos sonhos
Com minha alma em busca de novos caminhos,
Certo de que na taberna ninguém irá chorar.

A essas alturas minha mãe vai estar morta
E a mulher que me amava não é mãe do filho meu
Eternamente amada, eternamente mulher
Certamente aconselhará que eu siga sozinho.

Sem consternação nem desgosto, feliz da vida!
Que não solicitei mas ganhei de Deus a idolatrada...
Verei ficando para traz minha cidade alegre
E logo os campos se abrindo em flores e vaga-lumes.

Aceitarei luzente o frio e o calor do inverno ou verão
Como um tronco a boiar num caudaloso rio
E se o acaso vier do apelo de alguém a chorar
Talvez eu volte, mas adeus jamais direi às planícies.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 10/04/2019
Reeditado em 10/04/2019
Código do texto: T6620175
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso

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