Calor Meu

Calor meu que
se dispersa
num revoar de aves.

Calor meu que se esvai
num debater
ameno do frescor do vento.

Saudade minha que
se apara no vazio
onde meu nome é
ninguém
e o seu é pérola
de guardar.

Reza de poucos,
bendito por menos,
do que alguns,
ando por corredores
sem endereço,
num postal cardido
de lembranças de chamas
sem fogo, mas que
leva seu nome!

Um dia que foi todo você,
um dia que me perdi em seus sonhos,
e hoje clamo sozinho por suas mãos,
e tento roubar seus sonhos de amor,
onde sou sola de flores,
sou voluntário,
que ninguém mais acalenta.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 10/06/2019
Reeditado em 11/06/2019
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