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Quando ausente

Quando ausente, sinto sua presença no cheiro de meus lençóis. Ansioso o meu corpo clama por você, como se mais nada houvesse além de seu corpo.
A distância é mórbida, o amor é frágil, e é por isso que o nosso amor refaz a primavera quando é inverno; uma distância temida, porém lépida, pois se estar longe do corpo é estar perto da alma.

Quando ausente, procuro-te nas estrelas; as estrelas de meus pensamentos e se não a vejo ao meu lado, procuro-te no céu, na luz do céu, na luz das estrelas, e ao vê-la, os meu olhos têm por um instante a luz que tanto almeja.
Amor, sonhe que sou um anjo a cantar suavemente as belas cantigas de amor para sentir que eu, um novel do amor, traga de sua intimidade toda a delicadeza de uma flor.

Quando ausente, lembro que no seu corpo tem um caminho vasto e dourado como as águas repentinas do mar. O seu corpo tira à minha respiração por alguns momentos como se o milagre é poder estar no seu corpo e nas pétalas guardadas em seu ser ao mesmo tempo.

Quando ausente, perco-me em mim mesmo, pois ao olhar pra dentro de mim, encontro só você, porque é só você que dentro de mim eu vejo.
A sua voz mansa e amorosa é o que mais gosto de sentir, ouvir... E nos seus olhos negros, vejo doçura, acalanto... Se o seu corpo é traiçoeiro por tanto amor querer, o meu é um vulcão tão quente ao ouvi-la, senti-la... E ele é mais quente quando o seu corpo imensurável ele se põe a perceber.

Quando ausente, eu tenho a certeza que você é tudo àquilo que eu sempre quis, pois já não me sinto mais eu, mas, tão seu, que estar ao seu lado é ser a metade do que é seu, no qual somos um só, pra sempre juntos compreendendo a felicidade, e minha felicidade é ser pra sempre seu.
Oh, como é fácil o meu jeito de se dar sem pranto, sem medo, sem nem mesmo pensar que sou louco, mas só seu, um homem que veio só pra amar-te.

Quando ausente, a leio nos meus versos, a ouço em minhas canções. Assim tenho-te tão perto.
Quando ausente, fico assim desperto, esperando-te chegar pro nosso ato mais sincero; pode ser até um olhar, mas, quando estamos a nos amar, posso ver-te presente e neste ato é que somos tão eternos.
Tulio Rodrigues
Enviado por Tulio Rodrigues em 01/10/2007
Reeditado em 14/09/2009
Código do texto: T676336
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Tulio Rodrigues
São Gonçalo - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
109 textos (5920 leituras)
9 áudios (308 audições)
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Tulio Rodrigues