A FESTA

Eu sei que é por demais estranho, um absurdo sem tamanho, mas,

Não sei desligar, não consigo parar de pensar, de sentir e de sorrir,

Como quem viu passarinho verde, como quem joga a rede e pesca.

A conquista mexe com o ego, bagunça tudo, rejuvenesce, cria clima,

Enquanto a alma esquece, o tempo tece seu melhor momento, favor

Que merece mais que gratidão, retribuição, bom uso e compreensão.

A distância permite que eu segure a sua mão, concede uma canção,

Nossos corpos percebem como são, não escondem, apenas gostam,

Fazem das fotos, estradas, dos vídeos, pousadas e se deitam a sós.

Nossos versos se misturam e a sopa de letrinhas mexeu bem pouco,

Louco foi o querer desses seres, que sem juízo subiram além da lua,

Conclua o que quiser e, salve-se quem puder, o assunto é se divertir.

O amor da adolescência vira a cama do agora e, sem demora, aflora,

A flor do jardim vira jasmim, realça o carmim da boca e, quer seduzir,

Agora, ouça a festa pela fresta que resta, que hoje, ninguém dormirá.

Sérgio Sousa
Enviado por Sérgio Sousa em 25/01/2020
Código do texto: T6850324
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