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AQUI DORMIU O AMOR

As águas secaram neste calmo lago isolado aqui dentro
O caos que acompanha a urbanização invadiu minha paz interior
Sacudiu minhas idéias mesquinhas até virarem um pó, cinzas
Deitarei só nesta madrugada, quem diria que um dia nesta cama dormiu o amor.

Está tudo fora de contexto, desordenado
Sempre fui teimoso e solitário então me deixe esta noite
Mas não use isso como pretexto para fugir ao infinito e deixar uma carta escrita as pressas
Por que isso é um problema meu contra eu mesmo

Acene para os casais de mãos dadas
Desfilando pela praça como se o resto do mundo fosse apenas detalhe
Acene para os casais que namoram na sacada
Sabendo que a maioria deles terminara tão sozinho quanto aquele homem na calçada

Já estamos cansados de saber, eu e você, que a nossa realidade está longe de ser justa
O bem nem sempre vence, o amor nem sempre é eterno e a paz raramente perdura
É fácil sempre vencer e comemorar em largos salões circulares brindando com taças de vinho trasbordando luxúria
Honroso é aprender a aceitar o gosto amargo derrota, corrigir seus tropeços, realinhar sua postura e partir para um novo embate

Não me acorde agora, pois sonhar é raridade
Por favor, me deixe viver essa ilusão mais um pouco
Enquanto os lobos do mundo caçam uns aos outros
Eu cheiro seu perfume mais uma vez.

Autor:Saulo Aguiar Florentino Matos
Saulo Matos
Enviado por Saulo Matos em 13/10/2007
Reeditado em 07/03/2013
Código do texto: T692546
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Saulo Matos
Itaboraí - Rio de Janeiro - Brasil
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Saulo Matos