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POR QUASE NADA...

Tempos em dois espaços infinitos...
Caminham e arrefecem meus gritos
Minha boca diz adeus e quer dizer vem...
Peço: depressa!
Pra que não morra o desejo nascido...
Brigas inúteis onde faltam as mãos para calar arengas e conduzir afagos...
Ciúmes loucos, choros roucos descuidados...
A minha voz já não alcança onde teus versos se derramam..
Fito esses olhos misteriosos perdidos na imagem
Sedutores são  esses  traços perfeitos...
Não dá pra explicar como me arrebatam...
Não canso de vê-los...
Lábios cor de romã...
Enfim vale tudo o que é verdadeiro...
Teu olhar posto em mim...
Confundo tempo, as falas, os apelos...
Parece que não dá pra entender
Alguém há de ceder...
O ciúme só ocupa o espaço que é vazio...
A distância longa e o desejo nas noites de frio...
Já não temos tanto tempo...
Horários, vidas e dias confusos...
Aumentam as incertezas
Produzem desatinos...
Melhor não perder a hora
A noite aí adentra...
Já é quase madrugada...
Esqueçamos as brigas por nada...
Esqueçamos...
Nada disso vale mais que um beijo!...


www.joselmavasconcelos.blogspot.com



Joselma de Vasconcelos Mendes
Enviado por Joselma de Vasconcelos Mendes em 20/10/2007
Código do texto: T702701
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Sobre a autora
Joselma de Vasconcelos Mendes
Serra - Espírito Santo - Brasil, 58 anos
404 textos (22121 leituras)
7 áudios (779 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 15:32)
Joselma de Vasconcelos Mendes