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O cadeirante e a donzela

Estas tardes vão poder sentar em seu colo e quando vier a noite te deixará a esperar,

Mas minha musa doce donzela por quantos dias me deixará sem caminho?

Este seu rosto de Rei rouba minha intriga de moça formosa por isso o medo encobriu os meus em sonhos, não posso me entregar.

Esta minha cabeça baixa, com estes olhos tristonhos, fazem da roda da perseverança os meus longos passos por ti.

Mas os meus dias sem unção do amor, as minhas súplicas me ungem na dor, e o seu rosto meigo me fascina, não fujas do que te excita.

Este amor lindo que encanta seu busto forte de homem amante me retém em pensamentos nas noites mais frias.

Então me empurra ó linda donzela, estes seus braços perfilados e serenos ousam a nos levar pelas sombras.

Amor voraz que me rasga, esta luz soberana me retalhando em mulher, te quer dentro.

Então me unta de beijos carnais, esta alma que ilumina os meus dias, vinde a mim o deplorável rainha, me seduz como uma serpente, neste ébano fugaz, toma-me como o faz o oleiro.

Dispa-se ó meu anjo Romeu a célebre que rompeu a estória e faça-me mãe e amante dos teus eternos dias.
Gueko
Enviado por Gueko em 30/10/2007
Reeditado em 02/02/2012
Código do texto: T716460
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Sobre o autor
Gueko
São Mateus - Espírito Santo - Brasil, 51 anos
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