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Desiludida de amar,

Fechei-me numa clausura.

Emparedei-me. Fugia.

Fui construindo uma ilha

Fingia que era liberta

Porque da praia mirava

O reverberar na água

Quando o sol nela deitava.

Sentia o ar que passava.

Escutava o mar que bramia

Ou então que murmurava

Em enleio me levava

Nas sendas da utopia

Esquecendo quanto tinha

Corpo humano onde habita

Centelha que necessita

Mais que ambrósia e poesia

Feminil corpo que anseia

Por carinho e fantasia

Que um príncipe venha ainda

Acordar-me com brandura



De cem sonos à deriva



Exulto de novo agora

Minha carne e minha alma

São instrumentos de corda

Que os teus dedos harpejam

Teus lábios fontes de beijos

Tuas carícias delírios

E dos sonhos que florimos

Emanam novos poemas

Que já não são devaneios

Mas ternos, fundos anseios

No aperto de teus braços

Nos nossos doidos segredos

Ao ouvido murmurados...

Rejubila minha alma

Não mais sofre solitária

E minha ilha fulgura

De doce brilho, volúpia!



Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 21/12/2004
Reeditado em 09/12/2006
Código do texto: T719
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 68 anos
1277 textos (137242 leituras)
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9 e-livros (6392 leituras)
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Maria Petronilho

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