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À Poesia

Ó poesia, minha santa poesia, minha dor,
Minha agonia, paixão sem mais valia
Que me faz a alma fenecer!
É minha emoção quem te julga, te condena
E te “apena” nesta prisão corporativista
Do meu ser tão vulnerável a sofreguidão

Eu não queria minha santa poesia, esta culpa te imputar,
Mas, enfim, sou carente dos que não sabem o que é o amor,
Dependente e sofredor do meu pobre olhar
Se queres me consumir, minha santa poesia,
Por que não permites em tua imensidão habitar

E ao invés de meu corpo invadir e me fazer chorar
Poesia, minha santa poesia, jeito infeliz de me fazer
Aos homens carentes de amor falar, porque não absorves
Meus desejos e ponhas-te em meu lugar.

Minha emoção misturou-se à razão e nada mais
Tenho a te esclarecer, recolho-me a torpe insignificância
Do meu ser para não mais te maltratar...

Perdoas-me! É esta emoção tão louca que pouco
A pouco, minha santa poesia, vai me consumindo
Sem saber aonde me fazer chegar.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 09/11/2007
Reeditado em 09/11/2007
Código do texto: T729683
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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2 e-livros (439 leituras)
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R J Cardoso

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