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O orvalho da flor

Suas mãos me acariciam sem me tocar,
Tornou-me em teus versos viciada.
Ensinou-me a arte sutil de amar,
E agora me imprime a dúvida se sou ou não amada.

Nunca me confessaste seus sentimentos,
Livre como um passáro a voar.
Invadiu-me os pensamentos,
E agora, ousas me deixar.

Me chamastes de flor,
Minhas pétalas tocou tão suavemente.
Imprimiu em meus lábios o amor,
Que me dominou tão fortemente.

Não houveram promessas de tua bôca,
Nada além de sussuros escritos por teus dedos.
Mesmo assim cá estou louca!
E todo meu ser repleto de medos!

Brinquei com versos de amor,
Fui levada ao alto e me acostumei.
Hoje estou com tanta dor!
Fui brincar de amar e te amei...

Hoje sou flor tão despedaçada,
Mãos me esmagam com tanta ausência.
Sou mulher no coração mutilada,
Perdi meu último vestígio de inocência.

Ontem meus olhos fixaram na lua,
Fiquei recebendo o orvalho da madrugada,
Sinto imensa saudade tua,
Minhas lágrimas deixam tua flor orvalhada.
Mary Rezende
Enviado por Mary Rezende em 13/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T735184
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Sobre a autora
Mary Rezende
Goiânia - Goiás - Brasil, 50 anos
624 textos (29715 leituras)
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Mary Rezende