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Mu-si-ca-li-da-de

Na mata cantava o chororó
Nas roçadas, piava o chitão,
Depois cantavam os filhos
Do chororó no mesmo bordão.
 
No auge não havia saudade
Cantavam-na por cantar:
Outrora, fostes uma beleza,
E é, agora, eterna musicalidade.

De longe, recordo seus cantares
Nas doces manhãs coloridas.
Morreram para mim as tristezas
Sobraram-me rios de amor e vida
 
Celebro tuas canções em meu peito,
Deixando meu coração em alegria,
Fio de Cabelo e o Rei do Gado
Em idolatria cantados.
 
Acabou para mim o começo do fim
Resta-me agora só o futuro pensado,
Das vozes macias e dueladas
Nas noites frias e enluaradas.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 14/11/2007
Reeditado em 15/11/2007
Código do texto: T736602
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso

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