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O Tempo

Não tenho presente,
Não vivo nem vegeto.
Apenas atropelo a realidade,
Atravessando a vida
Para um enigmático futuro.

Do futuro,
Não sei o que será.
Do presente,
O tempo se encarregará.

No agora,
Sou um corpo contra o vento,
Um grito que rasga o silêncio,
Minha carne vestida de força,
Minha alma despida de calma.

Dentre pedras e abismos,
Meus gritos, cânticos são.
Neste mundo com tão pouco alento,
Meus sussurros nem sempre ouvidos,
Gemidos que nem são percebidos,
Me defendo, me protejo
E é no verde de meus olhos
que camuflo a dor que já foi sentida.

Sou fruto maduro
Que lança sementes ao vento
Como estrelas em céu aberto.
Sou um ser apaixonado
Em prol deste céu estrelado.
                                                       



Espalha Flores
Enviado por Espalha Flores em 25/11/2007
Reeditado em 03/01/2008
Código do texto: T751461
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Espalha Flores
São José dos Pinhais - Paraná - Brasil, 54 anos
55 textos (2241 leituras)
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Espalha Flores