MIRAGEM EM PROFUSÃO

MIRAGEM EM PROFUSÃO

Reles girolas deixaste meu coração devoluto,

A tantos plácitos que jamais poderia olvidar,

Mas hoje vejo minha veleidade em dissoluto,

Ignoto da verdade, em ninguém devo confiar.

Funeral de tristeza em séqüito de comoção,

Na tumba do pretérito deposito meu penar,

Vascas agonizantes, miragem em profusão,

Origem do mal! Por que minha vida ceifar?!

Recitavas amores em exímia orquestração

Com o escopo atroz em se fazer dissimular;

Advento de uma nova roxura, minha gratidão

Ao Sublime Pai um novo amor encontrar.

Tudo que perdi foi por uma fatal ingratidão,

De uma pífia mulher que nunca pude amar.

Rivadávia Leite
Enviado por Rivadávia Leite em 03/12/2007
Código do texto: T762698