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CAI A NOITE:


Cai à noite:


Cai à noite
O sereno sobre a relva.
Faz-se presente, faz frio.
Eu estava ali, como sempre.
Na esperança, de vê-la passar.
Tocos de cigarros
Espalhavam-se pelo chão.
Numa prova viva de agonia.
Eram os nervos, que me traiam.
Nervosismo que não deixou ver.
Que ela, já estava a meu lado.
Só percebi quando ela falou.
Perguntando-me, se eu estava bem.
Sem saber o que dizer, respondi sim.
Envergonhado por ela me surpreender.
Mas tive a coragem,
Que jamais tivera antes.
Confessei meu amor,
Disse-lhe tudo, o que sentia.
Ela sorriu, me chamando de bobo.
Em meus braços, se enroscou.
Nada mais me deixou dizer
Meus lábios com um longo beijo, calou!




Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 01/12/2005
Código do texto: T79305
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
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Volnei Rijo Braga