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Chamação de chuvas

Acorde a ansiedade da carne mal passada
Doure a aura que te reveste em flamas
Afrouxe a corda que te segura atada
Aporte em meu peito, nave em chamas

Atice a fome com teu cheiro fêmeo
Chame meu nome sobre teu leito aceso
Acate-me frágil sob tuas asas tênues
Ataque de surpresa meu corpo indefeso.

Afague esse fogo que me loura pelos
Contorne a borda, minha orla adorne
Mostre-me atalhos, solte meus cabelos
E depois me chova de saliva morna.

Então se porte como incasta santa
Que acode pronta, enquanto cede a fenda
Que prende o riso enquanto come a fome
E mostra aonde os meus rios acendem

Demore-se amando-me como quem perde hora
More-me inteiro como quem decora a casa
E lembre-me de querer-te novamente, aurora
quando mais tarde, ardente, acordares brasa.

(poema escrito para a peça Portas Entreabertas, para ser interpretado por Dioníso, o poeta e personagem principal da peça)



Marilda Confortin
Enviado por Marilda Confortin em 25/02/2008
Reeditado em 25/02/2008
Código do texto: T875669

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Sobre a autora
Marilda Confortin
Curitiba - Paraná - Brasil
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