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Homenagem Póstuma

Mãe

Nadir A. D’Onofrio

São tantas lembranças
Que ficaram, na minha memória...
Gargalhadas que ecoavam pela casa,
Os carinhos recebidos,
O aroma da torta de maçã,
O bolo de chocolate com, nozes.
E os, nós, que eu dei, 
No amarrilho do seu, avental.
Chinelos eu escondia,
Só, para vê-la irritada...
O perfume que você usava,
A fragrância... sinto, até hoje...
Quantas vezes percebo-te,
Aqui, perto de mim!
Ahh! minha mãe, que falta você faz!
Enérgica, altiva, inteligente, educada,
Sobretudo, uma mulher, bonita!
Minhas mentiras, nunca perdoastes...
Castigos, quantas vezes me destes,
Eu mereci, fui criança traquina,
Desobediente, independente,
Voluntariosa, geniosa, teimosa.
Quantos adjetivos...para um ser em crescimento...
Era natural, que fosses enérgica comigo.
Já se vão, trinta e dois anos de separação,
Entendo, que você descansou,
Cessaram suas dores...
Sei, que nesse momento, você aqui está,
E com certeza, entristecida, por me ver chorar.
Mas, não me recrimine minha mãe,
Isso só acontece, pelo muito que te amei...
Lembra-se que você sempre dizia?
Di... minha querida filha...
Sofrerás, tanto, na vida, sendo assim, emotiva!
Infelizmente mãezinha, 
Sua profecia... concretizou-se...
Enxugarei minhas lágrimas,
O que mais quero nesse momento,
É que chegue até você, meu sentimento
De, amor... gratidão...
Que os anjos te iluminem
Minha querida mãe!


06/05/2005
Santos /SP 

Respeite Direitos Autorais.

Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 06/05/2005
Reeditado em 22/08/2020
Código do texto: T15200
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Serra Negra - São Paulo - Brasil
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