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A VOCÊ MÃE QUERIDA


Homenagem póstuma
 
Quem dera,
tê-la ainda ao meu lado,
Poder alisar seus cabelos,
brancos como a neve.
Seu rosto delicado, as rugas deixadas
pelo tempo e sofrimento...
Eu jovem, adolescente, impetuosa
muitas vezes não a compreendia.
Quantas noites, ao meu lado permaneceu,
só porque eu estava febril!
Dedicação, carinho, amor,
foi o que você, sabiamente ofereceu...
Se no tempo pudesse voltar,
e minha história recomeçar.
Com certeza minha, mãe querida
Iria cobri-la de beijos, demonstrar
o amor que sempre tive por ti.
Dizer-lhe o quanto eu te amava,
Mas por falta de experiência,
ou, orgulho de adolescente,
ocultei, omiti...
Só na fase adulta da vida,
pude perceber o erro que cometi.
O amor, mais puro dos sentimentos,
não deve ser camuflado, disfarçado,
seja esse amor do jeito que for.
Não é um sentimento vergonhoso,
portanto, por ser, nobre, sublime
Jamais... deve ser reprimido!
Resta-me ainda um consolo,
sua sapiência mãezinha.
Quantas vezes você ao fitar-me
dizia, sabe filha querida,
quanto amor tens, escondido!
És igual a todos os mortais,
abra teu coração, derrube a muralha.
Que tolhe suas emoções...
Sábias palavras, minha querida,
Mãe!

Nadir A D'Onofrio
03/05/2003
Santos SP

Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 24/01/2005
Reeditado em 15/09/2018
Código do texto: T2315
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Serra Negra - São Paulo - Brasil
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