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o nascer de um poeta

Olha como esta o tempo?
Ele agora é apenas lento.
Não mostra encantamento.

Perdeu-se entre as nuvens,
O sol que aquece o tempo...
Mas, o rei sol imperioso volta!

A queimar a pele do ser errante,
Deixa as plantas; murchas no agreste,
Lamenta o homem do campo!

A rés em sombra rala do leiteiro;
Esconde-se da seca que é dura;
De um período de janeiro a janeiro!

Nas cacimbas buscam água suja;
A pouca água que resta, da mina;
Quase seca que borbulha tão fraca.

Da nascente, saindo entre a areia fina.
Contemplo... essa natureza tão linda;
Que tem força para refazer-se sempre.

Aos poucos, quando a chuva chega;
Fria, mais abundante ela vem saindo.
A água; que traz vida a todos os recantos!

Assim é minha passagem por aqui;
Revelo a todos o que escondia...
Assim como a água venho mostrando.

O arquiteto fez a obra e me ofereceu;
Eu fui as nascentes e num manancial me tornei,
No recanto das letras; um poeta quero ser!
                                                   Cilene

Cilene de Castro Dano
Enviado por Cilene de Castro Dano em 05/09/2007
Código do texto: T640143
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Sobre a autora
Cilene de Castro Dano
Presidente Prudente - São Paulo - Brasil, 75 anos
93 textos (5185 leituras)
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