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Refúgio Nostálgico

Revivi algo distante,
Retornei a quando era antes,
Emocionei-me com a realidade...
Vi gente “barbaridade”!
Vivenciei uma outra cidade,
Com quatros cantos mutantes,
Uma urbe de inconstantes.

Até o cerro desapareceu.
Um trono no alto apareceu.
Um bairro ali cresceu.
Tudo é lindo lá do alto.
Dá pra ver todo o asfalto.
É uma exceção nesse planalto.

As barrocas estão transformadas;
Uma região bem povoada,
Casas em cima de tudo,
Quando vi fiquei mudo;
É o volver do meu mundo antigo.
Mas estarei sempre contigo.

Os rios e riachos encobertos,
Nada disso hoje é muito certo.
Apenas uns regos acolá.
Outros Panduís do lado de lá.
Uma vila aparecendo...
O progresso acontecendo.

Vi um bairro de muitos nobres.
Não muito longe dos pobres.
Casas embelezando uma região.
Arquitetos e os desenhos de mansidão.
 Acontecendo obras de expansão;
Uma sensação de evolução.

Centro de comércio renovado.
Onde existia apenas uns sobrados.
Hoje uns prédios avançados.
Tudo se transformando num galopado.
Com surpresa para os desavisados.
Orgulho de um saudoso povoado.

Povo que se conserva educado.
Não se esquecendo do passado.
Recepcionando com bom grado.
Recebendo os conterrâneos de outrora;
Com churrasco e viola.
E muitas lembranças da escola.

Campos de futebol por todo lado.
Formando atletas afamados;
Num esporte centenário.
Ex-atletas do saudoso milionário.
Jogando com ginga de bola.
É o “Galego” que ainda deita-e-rola.

Até as pessoas mais antigas.
Os “filhos do Peq...”de muitas brigas.
Os “Coconhos” da alegria.
Os apelidos de quem tinha.
As mentiras do dia-a-dia.
As fofocas do meio-dia.
Até as barrigas das gurias.

Urbe de dicionário incomum.
Expressões do Felipe de Brum.
A língua portuguesa sem trégua;
Como: “Azedou a boca da égua!”
Aquela pessoa mal afamada;
Que era de: “última camada!”
E aquele às de uma era;
Que era um: “Cuera’

Essa a nossa homenagem.
Saudosa Amambai querida.
A revi hoje altiva.
Numa empolgante subida.
 E Jamais será esquecida;
Porque formou nossas vidas;
Fiquei muito feliz
Porque a encontrei florida.

Agora expresso minha paixão.
Não há mundo tão grande,
Para afastá-la do meu coração.
Pois viu minha infância
E ensinou-me uma razão.
Graças a ti sou hoje um cidadão.
E expresso aqui minha gratidão:
Citando-a nesta minha versão.






Machadinho
Enviado por Machadinho em 11/11/2007
Código do texto: T733189
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Sobre o autor
Machadinho
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil
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