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Sessenta


Amanhã. Sessenta.
Dias.
O olho do furacão vai adiante
Deixou seus rastros
Deixou marcas profundas
Deixou sulcos no chão

Lembrança. Sessenta.
Ainda brota água
Nas encostas da serra
Mas em solo árido
Não germinam sementes

Desejos. Sessenta.
Ardentes, nefastos
Sobem à cabeça
Descem ao peito
Prende a respiração
Ensandecido, em quatro paredes
Sem solução
Sem satisfação

Procura. Sessenta.
Lentidão. Passos lentos
Na escuridão
Não se sabe em que direção
Não se vê em espelhos
Não viaja mais não
Estático, paralizado
Na contra mão

Tempo. Sessenta
Sobra, sobrecarrega
Traz tempo na mão
Tem todo o tempo do mundo
Pra dizer não
Pra receber não
Tudo em vão.





Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 25/05/2006
Reeditado em 12/12/2007
Código do texto: T162805
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 58 anos
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Fátima Batista

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