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O que na vida eu sou

Andei sem rumo um tempo.
Encolhendo os ombros sem voz,
Repetindo idéias sem inovar.

Falei pouco dos meus medos;
No mais, reproduzi o que diziam
E como foi incômodo olhar a vida passar da janela...

Fiquei um tempo ensimesmando,
Confiando ao silêncio minhas confidências,
Dissipando impressões em calados reclames.

Os dias passaram sequencialmente iguais,
E não adianta perguntar, não há nada para contar
De entusiástico, fantástico ou anormal.

Tudo tão genericamente estranho,
Simbolicamente distante e inquietante.
Penosamente sem sentido, parece.

Ficou, disso tudo, a impressão que me situei
Em uma camada até então desconhecida de meu ser
Quem sabe estive passeando por um tempo?

Agora fica nítido, entretanto, como o olhar onipresente,
Que carreguei comigo, aonde fui, tudo aquilo que sou
E o que eu sou é o que na vida eu conquistei em mim...
Mar de Oliveira Campos
Enviado por Mar de Oliveira Campos em 20/12/2006
Código do texto: T323792
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Sobre o autor
Mar de Oliveira Campos
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Mar de Oliveira Campos