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SAUDADES DA CEILÂNDIA

Oh! Que saudades que tenho

Da minha Ceilândia querida

Onde não havia infância perdida

E hoje não temos mais

Que dias, que tardes, que noites.

No meu barraco de madeira

Olhava pro céu, contava estrelas.

Depois ia dormir

Lembrar desses dias

Me dá alegria

Trago muitas lembranças

Do meu tempo de criança

A poeira vermelha – vitamina de rosinha.

O quintal – fazenda sem porteira

Os braços de papai e mamãe – fortaleza

A vida – um final feliz

Brincadeiras de bete, e biloca

Onde ninguém perdia

Só ganhávamos doce e alegria

Naquela inocência sem fim

Jogávamos o dia inteirin

E a professora do jardim piscava os olhos pra mim

Oh! Saudade sem fim

Oh! Meu remédio era picolé e din-din

Na escola, Elaine era pra mim

Iracema para José

Em vez de revelar o meu amor

Pedia pra ela cantar pra mim

Minha mãe fazia bolo

E minhas irmãs comiam tudim

Wellington Abreu
Enviado por Wellington Abreu em 13/09/2005
Código do texto: T49981
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