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A última carta

Que madrugada estranha essa, que me fez lembrar de você e me obrigou a mandar mensagem sem me importar se são 4:22 da manhã.
Desde aquela ultima vez em que nos vimos, não paro de pensar no tempo em que éramos próximos, nas correspondências que trocamos e no quão tola foi minha atitude de queimá-las.
No exato momento em que queimei as cartas, muito mais que um pedaço de papel veio a se tornar cinzas, achei que queimando as cartas, as lembranças sumiriam feito pó, mas se aquilo tivesse funcionado, eu não estaria escrevendo isso agora.
Não acredito que mesmo depois de tanto tempo essas coisas me façam, não sofrer, mas sentir saudade e desejo de tentar de novo.
Agora, a chama que mais arde é  a do desejo de fazer essa carta chegar até você, como nos velhos tempos, e temo conseguir fazer com que esse desejo se torne real. Seria como a última carta. Palavras que não foram ditas, palavras reprimidas, e que não tive tempo nem de dizer, quanto endereçar a ti. Seria essa a minha última carta; preenchida com os meus mais atuais desejos de 4 ou 3 anos atrás. Desejos esses que até hoje guardo comigo, que até hoje esperam para serem compartilhados contigo.
Poeta Arcano
Enviado por Poeta Arcano em 14/09/2018
Código do texto: T6448391
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Poeta Arcano
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 18 anos
14 textos (252 leituras)
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Poeta Arcano