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Lito Bastos


Raul Artur
De Sequeira Pereira
Bastos e Silva,
Assim como o nome
Foi na terra um grande homem.

De pouca fala
Mas de serias palavras,
Quando não dizia
Os seus olhos transmitiam.

Sem fugir a regra
Dos destinos da terra
Escondia no passado
Glória luta e vitorias.

Menino feito homem
Fazia do trabalho o seu brinquedo,
Com suas mãos certeiras
Construiu o seu cais
Para conter a correnteza.

Traído pelo destino
Tornou-se um peregrino,
E é obrigado a içar as velas
Abandonando o seu cais.

Superou as turvas águas
Firme sem largar o leme,
Como um fiel comandante
Abraçado aos seus filhos
Desceria ao fundo do mar.

Fora do seu habitar
Teve que recomeçar,
Ficando o passado
Em ferida no seu coração.

A sua conduta
Rendia-me exemplos,
Reciclava os problemas
Transformando-os em natural.

Uma rica semente
Que Deus semeou na terra,
E que dela renderam os frutos
Que hoje carrega o seu nome.

Filho, menino, homem e pai
Amigo e sogro duplo pai,
Sou o seu terceiro genro
E dos seus netos, sou um dos pais.

Sr. Lito
Muito mais queria poder falar
Mas a emoção que sinto
Neste momento
Não deixa-me continuar,
As lágrimas caiem
Mas não são suficientes
Para lavar as saudades.

Em memória do meu sogro.
Ulisses Maia
Enviado por Ulisses Maia em 22/09/2007
Reeditado em 18/11/2007
Código do texto: T664083

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Sobre o autor
Ulisses Maia
Luanda - Luanda - Angola, 54 anos
903 textos (71569 leituras)
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Ulisses Maia