LUANDA DO MEU TEMPO

Guardo saudades da Luanda do meu tempo,

Em que tudo era simples, natural e humano,

Da convivência entre pessoas sem racismo,

Não havia disputas, políticas nem egoísmo.

Luanda que eu amei como minha amante,

Com ela andei num namoro permanente,

Das praias da ilha usufruía meus banhos.

Onde os meus prazeres eram tamanhos.

Luanda que eu percorria na minha vespa,

Utilizando a ligeireza do meu transporte,

Por vezes a rapidez era o meu desnorte,

Para agradar às moças, minha destreza.

Como gostaria de voltar àqueles tempos

Em que vivia com prazer bons momentos,

Sem recear ser mal visto e correspondido

De modo provocador e nunca obstruído.

Bela cidade era essa Luanda, diferente

Da que hoje conheço, que é tão artificial,

Sua beleza, sua arquitetura, meu enlevo,

Cidade que a todo o tempo não esqueço.

Ruy Serrano - 14.08.2019

Ruy Serrano
Enviado por Ruy Serrano em 14/08/2019
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