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Saudade

Quisera ser criança
Para ter a vida pela frente
E viver toda a lembrança
De momentos que jamais sairão da mente

Olhos puros, curiosos e brilhantes
Imaginações, utopias, desejos projetados
Uma aura refletindo um diamante
Nem sabia o que era um sapato apertado

Ser criança é uma benção
Nem temos tantas lembranças
E sem nenhuma solidão
Nem sonhava com as mudanças

A transparência e ingenuidade
Ainda matinhas intactas
Nem sabia de toda a verdade
Muito menos que veria a maldade

Criança não tem medo
Por que nada lhe feriu por dentro
Apenas uma travessura
Que sempre acabara sem tortura

Protegida no acalento
Do lar que era abençoado
Da varanda dava pra ver a pitangueira
E tudo virava uma brincadeira.

Onde estás tu, oh, Criança!
Que se perdeu com o tempo
E hoje, quase sem esperança

Almeja com confiança
A paz que lhe deve regar
O doce acalento do lar
Sílvia Sousa
Enviado por Sílvia Sousa em 11/11/2019
Código do texto: T6792657
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sílvia Sousa
Itapema - Santa Catarina - Brasil, 38 anos
64 textos (623 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/01/20 08:10)
Sílvia Sousa