Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Solitude

Ando sozinha pela rua,
o vazio pulsa a amarga partida.

Cresce como um trovão
queima nas entranhas

- as entrelinhas do acaso -
Uma lágrima disfarça.

Pedaços de eus,
espalhados nas sendas da pele.

Pouso solitário
eu diria;
restos de sonhos.

Línguas de fogo.
Asas.

Suspiros alçam vôos.
Teu gozo enlouquecido
rasga os cegos delírios.
 
Cada cavalgada,
Sem freio.

Esvai-se,
escorrega
Na luz do amanhã.

Costuro no tempo
as farsas de nós dois.

Persigo uma pena ao vento,
Debaixo das sombras.

As tramas nas noites se estendem
sóbrias
em redemoinhos.

Nas esquinas se perdem,
Sob a chuva pálida e fresca.

Sol da meia-noite.
Não suportaria esperar por uma estrela,
Anjo das trevas.

Não consigo mais sentir
teu cheiro de relva.

Flores apagadas
Luas vazias.


Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 15/10/2007
Reeditado em 21/07/2008
Código do texto: T695761

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Verônica Partinski
São Paulo - São Paulo - Brasil
361 textos (12830 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 07:40)
Verônica Partinski