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Voaram as folhas do meu calendário.(Saudades de você)

Voaram as folhas do meu calendário.

Sabe sempre vale a pena, não importa quanto tempo,
mas em todos momentos vividos, me vem no pensamento,
teu rosto inesquecível, marcas de um sorriso,
a solidariedade do “gesto”, o coração aberto,
nossa voz dissonante como nunca dantes,
no grito de podemos tudo, somos únicos,
e a única constância do universo é a mudança,
e toda mudança dessa natureza causa dor e crescimento,
parece que nunca estamos preparados para dizer adeus,
e são tantos adeuses, tantas despedidas,
há um tempo de chegar e um tempo de partir,
quantas vezes nosso inimigo é o medo,
temos que fechar a porta com afeto,
toda despedida também é um recomeço,
voaram as folhas do meu calendário,
eu já disse adeus demais por uma vida,
está na hora de cicatrizar as feridas,
deixar de ficar oscilando entre os pólos,
ninguém nunca nos enganou quanto a finitude das coisas,
nós e que fingimos acreditar que o botox é capaz de parar o tempo,
como Hendrix queimando ritualisticamente sua guitarra,
outros tempos “Woodstock”, é agora ou já passou,
nosso amor sobreviveu a tanta coisa,
funden-se as tintas ideológicas em nossa história,
não serão Chaves, Ratzinger ou a Opus Dei,
que vão apagar a nossa memória,
e do outro lado do planeta, Bush filho,
tenta sair de fininho do Iraque,
sou um contraculturista macrobiótico,
não sou um ideário qualquer, mas um na sociedade,
só sei que sinto saudades de você, da nossa mocidade,
enquanto as torres gêmeas caiam, Bin Laden sorria,
quanta hipocrisia dizer “Eu esqueci de você”,
e Che Guevara sem perder a ternura, pergunta; porquê?
“Santíssima trindade” ou controlhe de natalidade,
para previnir uma nova geração de miseráveis,
a gente não quer só comida a geração Coca-Cola,
quer diversão, arte, educação e cultura,
alimento para o espírito, sem ditadura,
qualquer coisa chama a “Tropa de elite”,
mas não diga; o que eu tenho com isso?
Santo “Daime”, gurus fanáticos, clamor pela barbárie,
o massacre da praça da Paz Celestial na TV,
acho que ainda me divirto sem você,
deixo guardados meus medos inconfessáveis,
irrevogável aploplético cheio de causas,
e desprovido de idéias, o sol desce de encontro ao mar,
em resumo eu só queria dizer; “EU AMO VOCÊ”,
me desculpe os rodeios, mas fico sem graça de dizer.
Entre tudo que temos, o mais importante é que somos únicos,
Mesmo que seja no escuro, mas por favor, não apague as luzes.
E no fim de tudo, tinha que ter legião urbana e Renato Russo.
E no fim de tudo, só uma coisa eu digo, não foi tempo perdido.

Http://www.recantodasletras.com.br/autores/ricardodipaula

Ricardo di Paula, 27/11/07.
Inspirado no “Globo” de 25/11/07(Logo “a página movel”); “O Dia”
Miguel Falabella(Sempre vale a pena) de 25/11/07.
 

Ricardo di Paula
Enviado por Ricardo di Paula em 30/11/2007
Código do texto: T758882

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Sobre o autor
Ricardo di Paula
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 49 anos
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Ricardo di Paula