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Bia de Luna, era a própria materialização da poesia. Levou seus passos lentos, sua vóz macia e seus poemas fortes. Ela sempre chegava muito cedo. Nós chegamos tarde, Bia. Não nos avisaram de sua partida precoce.  Sentimos muito, Bia.  Continuaremos  recitando seus poemas como  se  nada  tivesse acontecido,  tá?

tem dias em que ando

internado, interado

em ter nada

enterrado em pensamentos

tem dias em que me basto

debruçado sobre o cabaço

cabeça nas nuvens

nos braços da preguiça

tem dias em que sou

aço derretido

abismo cansaço

arames de fome

farpadas feridas

dias em que a noite é poema

roda gigante

instante de pena

fugáz solitude

encenando infinitos

tem dias em que paredes

escalam gritos

e penso que não existo

tem dias simplesmente

que acordo

com você na mente

tem dias que são para sempre

tem sempre que é todo dia

tem dias que me entedio

e adio a vida

Café Cultura  13/01/2005
Autores:
Altair, Bia de Luna, , Luci,  Marcos, Marilda, Mauro, Régis.

Marilda Confortin
Enviado por Marilda Confortin em 15/01/2008
Código do texto: T818015

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Sobre a autora
Marilda Confortin
Curitiba - Paraná - Brasil
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