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poema das mais tristes flores

não sei que flores
(que murcham amanhã)
que puseram nas calçadas
     mortas já.

não sei que lírios
(não eram lírios!).

não sei que risos, — eram de gesso,

de gelo,
     inviolàvelmente
gelados.

não sei que caso
faziam
     ou descaso.

doíam — meus ossos e meus olhos  destas flores,
(não sei que flores!),

engessados
quase que para dormir.
andré boniatti
Enviado por andré boniatti em 13/09/2011
Reeditado em 13/09/2011
Código do texto: T3216936
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
andré boniatti
Corbélia - Paraná - Brasil
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