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Planeta Desencanto

Eu um planeta sem acalanto
Fúria da fúria em discórdia
Cavaleiro roto, cambaleante
Sequer salvei meus sonhos,
Nada curto, nada anseio,
Apenas, no silêncio,
Me desencanto

Caminho algures
A chuva molha o meu coração
Vagueio pelos rasgos do relâmpago
Meus olhos vêem na escuridão

Deus tende piedade de mim
Tende piedade de mim e de todos os homens
O meu universo me assombra
Por certo assombra a todos

Todas as noites de chuva são cálidas e doídas
A noite chuvosa lava as almas entristecidas
Porém só o amor cicatriza as feridas, não o tempo

Oh breu infernal da noite
Não és mais que escuro que o escuro da alma
Que mora em mim e no meu silêncio

Todo silêncio é um universo,
Todo universo é cisma,
Toda cisma é inconformidade,
Toda inconformidade é desassossego
Todo desassossego é dor,
Toda dor é desamor
Todo desamor é ferida
Toda ferida é tempestade
Que se bebe no copo da vida

Raios que ferem e fundem a matéria
Meu coração é anti matéria
Poço quântico de dúvidas e torpor
Rogo pela humanidade, rogo por mim
Rogo por todos os desafortunados
Que como eu,
Se afogaram no lago
Fundo do amor!
Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 31/01/2007
Reeditado em 10/06/2016
Código do texto: T365368
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
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Celio Govedice