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Sonhos de um parasita

Fracos cacos partidos, espalhados
Espelhos imortais, baços e gastos
Hipócritas e sujos como ratos
Perambulando os fracos, moles gatos
Comendo sangue morto, coagulado...

As artérias doentes inflamadas
As lúbricas discórdias, febris, feias
São como a vil bandeira que tu hasteias
Como bocas famintas, nunca cheias
Que mordem como mil fortes dentadas.

E os orgasmos intensos consumindo
Os restos da necrose em pederasta
Desejo. Orgias dançam numa festa
Que serve corpos mortos ao que infesta
Esse sepulcro todo carcomido.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 25/08/2007
Código do texto: T623914

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
799 textos (273272 leituras)
6 áudios (1655 audições)
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Fabio Melo